Altshuller e os pesquisadores da inovação sistemática, depois de estudarem milhões de patentes, conseguiram descobrir certas “regras” de evolução de sistemas técnicos. Como é isso ? Pegue uma patente e pergunte “quem deu origem a ela” e “a quem ela deu origem”. Depois procure padrões de evolução na respostas.
Estas 37 tendências nos permitem fazer “previsões” sobre o destino de qualquer sistema técnico.
Um exemplo de tendência simples de entender se chama “Redução do envolvimento humano”. Em milhares de sistemas alguma coisa começa a ser feita totalmente por um humano. Na sequência é feita por um humano + ferramenta, depois por um humano + ferramenta semi automatizada, depois por um humano + ferramenta automatizada e depois o humano deixa de fazer parte do processo. Fica somente a ferramenta automatizada.
Podemos ver isso acontecendo em sistemas de transporte. No começo era uma pessoa carregando outra, depois um condutor + carruagem, depois um condutor + trem e agora, em alguns metrôs, por exemplo, somente o trem, sem maquinista. O homem sumiu do sistema.
Outro trend muito interessante se chama “Segmentação do objeto”. Neste caso vou começar com um exemplo: No início os teclados eram monolíticos. Depois apareceram teclados dobráveis, depois flexíveis (aqueles de silicone), agora temos teclados projetados a laser nas mesas ou telas (como no ipad) e em breve não teremos mais teclado pois vamos interagir com o computador por voz ou ondas cerebrais.
Bom, mas o que isso tem a ver com Tecnologia da Informação (além do exemplo do teclado) ? O primeiro exemplo de trend que mostrei neste post aponta um caminho ruim para os profissionais da área. Em breve eles não serão mais necessários na operação nos sistemas (apesar de ainda serem necessários na criação dos mesmos – por algum tempo). Estamos falando de self-healing, self-building, etc. Sistemas que se autocontroem, autoconsertam, automantem. Vemos isso acontecendo já em bancos de dados por exemplo. A profissão de DBA vai acabar em breve. O mesmo para administradores de servidores, desenvolvedores de software, etc…
Já com a segmentação de objetos podemos ver claramente uma migração de todos os “computadores” para a nuvem (campo). A computação em nuvem é uma coisa totalmente esperada e compreensível. Vão desaparecer totalmente todos objetos identificáveis em TI. Veja só. Eram mainframes, depois terminais, depois computadores isolados, depois em rede, depois “virtualizados” e depois “nuvem” – a noção de servidor desaparece.
Inovação sistemática é isso. Além de resolver problemas no presente, também mostra um pouco como vai ser o futuro. E olha que não sou eu falando. São mais de 3 milhões de patentes.
No meu próximo livro vou analisar mais trends e mostrar o que mais podemos antecipar.






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