Fazendo a inovação acontecer… (parte 1)

by arlima on 10 de maio de 2010

Eu acredito que a maior parte das abordagens para gestão da inovação que existem por aí são teóricas e complicadas demais. Digo isso porque nossos clientes tem nos dito que ficam bastante surpresos e contentes com a visão pragmática e direta que adotamos para fazer a inovação acontecer nas empresas.

Após vários anos de consultoria e experiência eu e o Clemente Nobrega consolidamos nosso framework de trabalho em 2 etapas que se repetem anualmente.

  • Etapa 1 : Definição de rota
  • Etapa 2 : Execução

Na etapa 1 nós entrevistamos as princípais lideranças da empresa utilizando um questionário especialmente desenvolvido para endereçar algumas dimensões da inovação na empresa. Após as entrevistas realizamos uma análise do estágio da empresa em relação às melhores práticas de mercado. Em seguida, discutimos com o cliente (em 2 workshops) uma proposta de trabalho até chegarmos a um consenso sobre o caminho a ser seguido. Este caminho é executado na etapa 2.

A etapa 2 é a fase de execução propriamente dita. Ela dura cerca de 1 ano até que o ciclo se encerre e a etapa 1 seja recomeçada. Veja que temos o ciclo do PDCA em ação rodando todo ano. Quem disse que inovação não tem rotina ?

A complexidade da etapa 2 pode variar de cliente a cliente, mas sempre tem 4 frentes:

  • Frente 1 : Identificação de oportunidades de inovação
  • Frente 2 : Desenvolvimento da cultura de inovação
  • Frente 3 : Fortalecimento da estrutura de inovação
  • Frente 4: Desenvolvimento de protótipos de inovação.

Cada uma destas frentes é executada de forma independente coordenadas por um Escritório de Inovação com nosso apoio (pelo menos no primeiro ano).

A frente 1 é fundamental no processo. Um grupo de colaboradores da empresa cliente é designado para “identificar oportunidades de inovação” (o foco da busca é definido na etapa 1). Nós ensinamos ferramentas sistemáticas para que esta atividade seja realizada com alta qualidade e um tempo curto (em geral de 3 a 6 meses).  O conhecimento é transferido em encontros semanais onde o trabalho é verificado, novas informações repassadas e novas técnicas são ensinadas.

Ao final dos trabalhos os grupos apresentam para as lideranças da empresa suas propostas de soluções para que as melhores sejam escolhidas e prototipadas (mais sobre isso na explicação da frente 4).

Pontos principais desta frente: colaboradores do cliente devem ser treinados em ferramentas sistemáticas. Eles tem que criar suas histórias de inovação. Devem saber que suas soluções serão prototipadas. Não existe criação de cultura de inovação sem história.

continua no próximo post…

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