Coloquei no meu twitter (http://twitter.com/arlima) que minha esposa postou no blog dela uma receita de brigadeiro com Nutella que fez o maior sucesso. Foram milhares de acessos… Fiquei pensando até em parar de escrever sobre inovação e começar a escrever sobre brigadeiros ! Para não ser muito radical vou mesclar as duas coisas.
O gancho para conectar o brigadeiro com inovação foi a forma como a receita foi “demandada”. A professora do meu filho Gabriel pediu a ele para “Inventar uma receita !”
Achei fantástico ! A professora estava incentivando meu filho a criar alguma coisa. Na realidade não bastaria ele inventar algo. Ele precisava INOVAR ! Por que inovar ? Não adiantaria criar algo que as pessoas não poderiam consumir. Veja só que analogia fantástica !!! Não basta inventar algo. Para fazer uma receita nova na realidade você tem que INOVAR. Sua invenção tem que ser consumível !!! (Só para provocar o Clemente Nobrega, não vá me dizer que comida não tem função).
O processo que ela seguiu (intuitivamente) foi exatamente o processo que as empresas seguem. Procurou referências (dificilmente dá para sair do zero), tentou identificar o que poderia ser feito diferente, que materiais (recursos) teria à disposição, se teria competência para fazer. Teve que agrupar os recursos, mobilizar e equipar a equipe, planejar, etc. De novo, a analogia é perfeita !
Tudo mobilizado e achando que ia dar certo ela partiu para o protótipo. Afinal de contas, mesmo com a receita, com os recursos e com os conhecimentos necessários, quem garantiria que daria certo ? Não tem como saber antes !!! tem que partir para a prática, colocar os ingredientes juntos, processar e ver se no final dá para comer. Além de dar para comer, será que vai dar para fazer bolinhas ? Ou vai ficar tão mole ou grudento que não ? Caro leitor, se na sua empresa você não vai para a prática nunca ficará sabendo se sua inovação será comível, formatável, fabricável e outras coisas (como o brigadeiro dela).
Durante o protótipo ela foi descobrindo alguns detalhes que não estavam e nem nunca estarão na receita. Se alguém tivesse pedido para ela “detalhar” o que fazer seria praticamente impossível. Só tem como saber fazendo. Nunca ninguém tinha feito (até onde ela sabe) o tal brigadeiro de nutella com confetti. É a mesma coisa na empresa. Não adianta ficar querendo colocar todos os detalhes imagináveis no papel antes de começar. O processo é mais heurístico do que algoritmico (vou explicar isso em outro post). Muitos detalhes estão nas entrelinhas.
Feito tudo ela passou para o teste final. Eles mesmos comerão e aprovaram ! Só então levaram para o cliente final (a professora). Foi um sucesso !
E se não tivesse dado certo ? Sem problemas. Ela voltaria às pesquisas, acharia novas referências, etc. Mas, inevitavelmente teria que fazer na prática para saber se tinha inovado ou não…
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